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Pe. Samiro Meurer

Superar a violência é o desafio proposto pela Campanha da Fraternidade 2018

14/02/2018

A Campanha da Fraternidade, que inicia todos os anos na Quarta-Feira de Cinzas, por iniciativa da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), traz à tona, neste ano, o tema “Fraternidade e Superação da Violência” e o lema “Vós sois todos irmãos” (Mt 23,8). O assunto foi estudado, discutido e refletido na manhã de hoje (08), no Auditório da Paróquia São Donato, em Içara. O mesmo encontro é repetido pela Diocese de Criciúma na manhã de sábado, 10, no Auditório da Paróquia Nossa Senhora da Oração, em Turvo. Hoje, mais de 100 pessoas participaram da atividade, representantes de pastorais e de 22 paróquias e santuários da Diocese.

A família como base

A apresentação do tema foi divida em três partes, pelo método “ver, julgar e agir”, tendo como primeiro assessor do estudo o delegado de polícia Márcio Campos Neves, que apresentou números sobre a violência no Estado de Santa Catarina e falou sobre a importância da educação e do cultivo dos valores cristãos dentro da família, como base para a mudança da cultura da violência na sociedade. “É importante a gente promover a cultura da paz. A primeira coisa que temos que resgatar na sociedade são os valores, porque hoje tudo está relativizado. Uma das causas da nossa violência é que estamos relativizando tudo. Alguns valores como honestidade, respeito, amor estão relativizados! A causa primária da violência, eu entendo que está, dentro de tudo o que já trabalhei, na família. Você pode ir a qualquer presídio, qualquer centro de internação de adolescentes e analisar a vida daquelas pessoas e ver que a família é totalmente desestruturada, que há uma situação de violência na família”, destacou o delegado que há dez anos atua na região da AMREC.
Conforme Neves, a Organização Mundial da Saúde (OMS) define a violência como o uso intencional de força contra si mesmo, contra outra pessoa ou contra um grupo de pessoas, que cause dano físico, sexual, psicológico e morte. Segundo o delegado, o suicídio é um desses tipos de violência, “um problema seríssimo que precisa ser combatido e trabalhado pela Igreja”.

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