Ir para o Conteúdo da página Ir para o Menu da página

Pe. Samiro Meurer

Padre Silvestre Koepp celebra 50 anos de vida sacerdotal

03/07/2017

"Uma das coisas das quais sempre me lembro é de que, em casa, desde quando eu era pequeno, se rezava pelas vocações. Todas as noites, após o jantar, fazíamos diversas orações e tinha sempre um Pai-Nosso, uma Ave-Maria pelos seminaristas, para as vocações sacerdotais", recorda o Padre Silvestre Koepp, que ontem celebrou 50 anos de vida sacerdotal.
Hoje com 76 anos de idade, padre Silvestre auxilia a Paróquia São José, onde duas vezes por semana dedica seu tempo a atendimentos e confissões dos fiéis e celebra missas. Residindo na Casa São João Maria Vianney, dedicada a padres idosos ou enfermos, ainda celebra missas no Asilo São Vicente de Paulo e, por vezes, na Paróquia Santa Bárbara. Apesar dos percalços enfrentados nos últimos anos, por causa de sua saúde debilitada, padre Silvestre afirma que este é um tempo para agradecer a Deus por tudo o que providenciou em sua vida. "O enve-lhecer é algo marcante, forte na vida da gente, mas temos que estar preparados para isso também. Agradeço e louvo a Deus, que me deu essa graça, pois há muito tempo fui para o seminário, ainda menino, e por tudo o que se passou em minha vida: o seminário, a ordenação e todos os trabalhos. Alegro-me muito por ter vivido esse tempo todo, passando por tantas comunidades, tantos lugares diferentes e ainda hoje as pessoas nos encontram e recordam que batizamos seus filhos, assistimos seu casamento. Isso dá muita alegria também", ressalta.
No sábado, o padre Silvestre celebrou missa em ação de graças por seu jubileu de ouro sa-cerdotal em sua terra natal, na igreja matriz São Marcos, em Rio Fortuna, junto de irmãos, amigos e demais familiares. Ontem, outra missa foi celebrada, desta vez na Catedral São José, em Criciúma, com a presença de sua família e do povo desta Diocese.

Onde tudo começou

Padre Silvestre nasceu na comunidade de São João, na época município de Imaruí, hoje pertencente a São Martinho. Filho de Joana Exterkoetter e Guilherme Koepp, é o quarto filho de uma família de nove irmãos. "Papai era professor e trabalhava em diversos lugares, foi transferido de uma escola para outra, até que mais tarde foi dar aulas em Rio Fortuna. Papai e mamãe trabalhavam na roça também, pois não dava para viver somente do magistério, era mal remunerado naquele tempo. Depois papai veio a falecer, quando éramos bastante jovens, sendo que eu ainda estava no seminário", relata.
Além de pai, o senhor Guilherme foi também professor de padre Silvestre e dos outros filhos. Foi nesta época que padre Silvestre foi convidado a entrar no seminário. "Havia seminaristas maiores lá. Eles andavam de batina no tempo em que eu estava na escola. No fim do ano eles sempre visitavam nossa escolinha, no interior, onde papai dava aulas, só ele, para cinco séries. Os seminaristas se apresentavam, contavam sobre o seminário, inclusive vinham seminaristas do Rio Grande do Sul junto, pois tínhamos vizinhos que lá estavam estudando. De toda a escolinha, fomos muitos para o seminário, mas padres mesmo, ficamos eu e Padre Anselmo Buss", relembra.

Últimas de Pe. Samiro Meurer

Veja mais
Oba Delivery - Entrega de comida on-line