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José Carlos

Índice de confiança dos Diretores Financeiros no Brasil aponta preocupação com tributação das empresas

03/09/2018

O Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças de São Paulo (IBEF-SP) e a Saint Paul Escola de Negócios, uniram representatividade e rigor técnico, e apresentaram a toda a comunidade de executivos de finanças e à sociedade brasileira o Índice de Confiança do CFO, o iCFO do 2º trimestre de 2018
Um dos pontos mais importantes  sobre o relatório está no fato dos CFOs elencarem a “Carga Tributária” no terceiro lugar do ranking de importância para a tomada de decisão, atrás apenas da capacidade do mercados e dos custos diretos.
Percebe-se que os fatores determinantes nas decisões de investimento se alteram pouco a cada nova edição, indicando que os CFOs permanecem consideravelmente estáveis ao longo do tempo em relação às definições gerais de investimentos no Brasil, ao menos ao longo dos últimos 10 trimestres.
A pesquisa reforça que o Brasil tem uma das mais altas taxas de impostos corporativos do mundo, o que inibe o crescimento econômico, a competitividade do País e afugenta investimento externo. O governo brasileiro arrecada das empresas em média 33,7% sobre um lucro tributável de US$ 1 milhão. Em comparação, o governo chinês toma apenas 25% dos lucros corporativos sobre o mesmo valor. A média das economias do G7 é de 32,3%, dos BRICs é de 27,9% e a média global é de 27%.
As empresas no Reino Unido e Rússia são as que desfrutam dos mais baixos impostos sobre a renda (que representam apenas um quinto de seus lucros) das principais economias globais. O imposto na Rússia foi de 20% sobre o lucro tributável de US$ 1 milhão para o exercício no final de 2015*, enquanto no Reino Unido a taxa foi de 21%. Ambos são bem menores do que a tributação realizada pela média global.
As preocupações com indicadores macroeconômicos de juros e inflação continuaram estáveis. No trimestre anterior elas representavam, respectivamente 1,5% e 1%. Nesse trimestre elas representam respectivamente 0,5% e 1,1% das preocupações.
Ainda assim, com relação às preocupações em relação ao ambiente macroeconômico no que se refere às perspectivas de investimentos, houve aumento com relação à preocupação com o controle da inflação (no 1° trimestre 44% a consideravam muito importante e no 2° trimestre 52% passaram a considerá-la muito importante). Já as preocupações com a taxa de câmbio no longo prazo, impactando as decisões de investimento, aumentaram: no 1º trimestre de 2018, 48% dos respondentes consideravam esse fator como muito importante; enquanto no trimestre atual 56% têm essa opinião. Essa percepção pode ser decorrente das incertezas políticas pelas quais o país irá adentrar neste ano com as eleições presidenciais.
é evidente que não há muito espaço para os governos em aumentar o imposto sobre a renda neste clima atual, mas também há pouca disposição para reduzi-los. Por isso, se manter preocupado com o valor pago de carga tributária pode significar uma redução de custo para sua empresa, já que temos a tendência a sempre pagar mais impostos do que deveríamos.

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