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Henrique Packter

TÂNIA MARIA LORENZONI, pioneira em Oncologia no sul catarinense

29/04/2017

Eliminar as doenças é um dos grandes sonhos da humanidade e a utopia de todos os profetas. Os céus de todas as religiões são descritos como lugaresonde correm rios de leite e mel epessoas estão livres da desintegração corporal, enfermidades, fome, sofrimento.
Mas a ambicionada condição de saúde estável e duradouracontraria a incessante e necessária mobilidade do processo evolutivo vital. Organismos vivos (vírus, bactérias ou homens) estão constantemente mudando as relações entre si e o meio ambiente,participando a doença desse processovinculado. A ação ambiental humana, deteriorando e destruindo,influi universalmente nas formas de vida. Adotado o conceito de Gaia (natureza e seus comensais constituem um só organismo autossustentável), devemos considerar os homens como seres patogênicos.
1. O INÍCIO EM CRICIÚMA
Aprovada em Concurso Público do Ministério da Saúde (MS), outubro de 1983, TÂNIA inicia atendimento ambulatorial pelo SUS, em princípio no atendimento de urgências. 
Formada em 1979, iniciava toda uma história clínica, exame físico completo e tinha dificuldades com a dinâmica do Serviço. Após algum tempo atende como Clínica Geral um período e depois na área da Oncologia Clínica.Lembra-se destes tempos, atendendo no PAM (Posto de Atendimento Médico),asdivisórias dos consultóriosnão atingindo o teto. Seu consultório estava entre Luiz Fernando da Fonseca GyrãoeEduardoSchmitz.Ainda buscandofamiliarizar-se com o trabalho, ficava preocupada quando Girão gritavapara Eduardo que estava com dor no peito e que ia enfartar (na primeira vez chegou a correr para acudi-lo, já pensando em reanimação). Eduardo respondia: calma, Girão... logo passa...
O primeiro consultório para atendimento privado foi numa Clínica na Rua Hercílio Luz onde já trabalhavam Sílvio Damiani Búrigo, PortiuncolaCaesar Augustus Gorini eAntônio Carlos Althoff.Na época, TÂNIA tinha poucos clientes, preocupava-secom sua sobrevivência. Mas recebeu grande incentivo dos colegas,aconselhando-a a permanecer no consultório durante o horário de atendimento que os pacientesapareceriam. Em muitos momentosrevezavam-sefazendo-lhe companhia.
2. FILOSOFIA DE VIDA
Em relação à atividade médica, dois fatos foram determinantes para seu comportamento profissional.
1 - Cuidado pouco atencioso que alguns profissionais médicos dedicaram a seu pai quando a enfermidade progrediu. Como se recorda, Raul faleceu aos 48 anos, vitimado por câncer de esôfago.Morte que lembra outras mortes. FREUD, também falecido pelo câncer, agonizando, disse a seu médico: olhe, agora chega. Isto não tem mais sentido. Ou as últimas palavras de JOÃO PAULO II: deixem-me ir!KAFKA falou em capacidade de morrer contente,talvez como Raul, morto dezoito dias após a aprovação de TÂNIA no vestibular de Medicina.

2 - A filha Juliana, desde pequenina, necessitou de atendimento oftalmológico e semprereclamava por ter de ir às consultas médicas. No dia de uma dessas consultas ficou algum tempo em seu quarto, porta fechada. No exame traziapacotinho nas mãos. Terminadaaconsulta entregou ao médico o pacote: um sabonete com sua foto colada na embalagem, demonstrandocarinho para com seu médico. Esta menina, hoje médica, é mãe de Joaquim Althoff Dal Toé.
TÂNIA foi Diretora Clínica do Hospital São José (HSJ), Presidente da Regional Medica da Zona Carbonífera, Conselheira do Conselho Regional de Medicina, SC. Foi membro das Comissões de Ética do Hospital UNIMED e HSJ. A aposentadoria do serviço público veio em 2013.
Considera que a Medicina de hoje revela significativa evolução em exames laboratoriais: marcadores tumorais, detecção de alterações genéticas que facilitam o desenvolvimento de tumores. Imagens, que,além de confirmar a presença do tumor, pesquisam sua disseminação no organismo. São máquinas de última geração, maso essencial é a presença, a formação do piloto.
Acredita ser a história clínica cuidadosa, exame físico minucioso, as ferramentas que orientam os profissionais médicos a melhor usufruírem de maravilhosa tecnologia, realidade de nossos dias.
3. OUTRAS VISÕES MÉDICAS
Penso que existem três tipos de médicos: antipáticos, simpáticos eempáticos. O antipático, não entendendo nem aceitando suas limitações, torna-se grosseiro e prepotente. O simpático envolve-se exageradamente, acaba por participar do drama familiar, o que afeta a qualidade de seu trabalho. O empático também sente, mas logra manter necessário distanciamento, permitindoraciocínio lógico e presteza na atuação.
O Senhor de tudo cuidou. Muito de algumas coisas, de outras mais ainda. Precauções engenhosas tomou o Criador para que sua obra maior e mais perigosa, o Homem, não chegasse aopoder abusivo,limitando seutempo de vida. A morte é a única garantia de que o poder de um Homem não se eternizará. O jeito pelo qual dura a vidaé singular fator de balizamento do poder. O período da vida em que somos fisicamente mais fortes e aquele em que somos intelectualmente mais fortes não são simultâneos, mas gradativamente sucessivos. A época de maior poder da vida é a idade adulta madura. Nesta idade o Homem já não é tão forte quanto em moço. Nem tão sábio quanto o será em velho (anotações de palestra do falecido Prof. Mário Rigatto).
4. COMO TÂNIA VÊ SUA ESPECIALIDADE MÉDICA
Nos últimos 50 anos as doenças infecciosas e parasitárias deram lugar às doenças cardiovasculares e às neoplasias como principais causas de morte no Brasil. A expectativa de vida do brasileiro aumentou mais de 25 anos e com isto há maior exposição a fatores de risco, elevando o câncer à segunda causa de morte no Brasil.
Entre 80 e 85% dos pacientes oncológicos são diagnosticados e tratados pelo SUS.A partir de 2005, o Brasil adotou política de atenção oncológica (prevenção, tratamento, reabilitação e cuidados paliativos). Auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU, 2010)concluiu que “as análises realizadas evidenciaram que a estrutura da rede de atenção oncológica não tem possibilitado o acesso tempestivo e equitativo ao diagnóstico e ao tratamento de câncer”. O acesso não teria sido oportuno, no momento certo, reconhece TÂNIA MARIA LORENZONI.
Na época, o tempo médio de espera entre diagnóstico e primeira sessão de quimioterapia era76.3 dias, enquanto que a primeira radioterapia ocorria 113.4 dias depois. Lei nº 12.732 (2012)determinouo prazo máximo para início do tratamento oncológico(cirurgia, radioterapia ou quimioterapia): sessenta dias a partir do laudo histopatológico da doença. Histopatologia estudacomo doença específica afeta um conjunto de células, um tecido vivo.(Do grego: histo, tecido celular, pathos, doença, e logia, estudo).
Em 2014, o TCU apresentou,no Relatório Sistêmico de Fiscalização de Saúde, dados do INCA, RJ: 70% dos pacientes tardam até 180 dias para iniciar tratamento! Este tempo prolongado certamente compromete o prognóstico deste doente e também representa maior demanda financeira para seu tratamento.
Segundo dados da OMS, até 2030 os casos de câncer no mundo terão aumentado 45%. Em Criciúma funciona uma Unidade de tratamento oncológico (UNACON) no HSJ para atendimento exclusivo pelo SUS.
Cirurgiões, radioterapeutas e oncologistasclínicos,especialistas essenciais para o tratamento oncológico, integram a equipe de atendimento(TÂNIA MARIA LORENZONI).
5. E oXENOESTROGÊNIO?Presente emagrotóxicos, carne bem passada comsuperfície escurecida, em certos plásticos de recipientes ecopos descartáveis de qualidade duvidosa, é prejudicial à saúde. Em 20.04.06, onze anos atrás, acusações foram assacadas contra empresas de descartáveis plásticos catarinense. Estarão sanados aqueles problemas?
Na época, empresário do ramo explicou: basta variação na energia elétrica para alterar temperatura das estufas,espessura da lâmina de poliestireno e estrutura dos copos!Outro colocava o vento na mesma equação.Um terceiro afirmou: é questão de bom senso. Impossível fabricar 100% dos copos com mesmo peso.Admirava-se a mídia: apenas as indústrias desses cavalheiros sofriam tal influência, alterando a espessura do produto sempre para menos, a favor da empresa? Pela engenhosa teoria, o fabrico de quase qualquer produto seria afetadopelo regime dos ventos e quedas de energia. Equanto a medicamentos?Neles, a dose pode fazer toda diferença entre viver e morrer. 
Substâncias tóxicas presentes nas paredes dos copos plásticos de qualidade questionável passam para as bebidas pelo aquecimento do líquido.Ingestão de chás e outras bebidas quentes, nestes copos plásticos, não seria recomendável. Boa parte dos fabricantes, cujos produtos foram analisados pelo IPEM-SP (Instituto de Pesos e Medidas), punhamqualidade de lado produzindo copos finos, leves demais, pouco resistentes, utilizando menos matéria-prima (60% do preço final do produto). Oresultado quanto à qualidade dos copinhos de 50 mililitros, que deviam pesar no mínimo 0,750 gramas, não foi dos melhores. Vítimas da má distribuição da energia elétrica e de correntes de ar, das 24 marcas testadas apenas 5 foram aprovadas!Quase 80% dos copos de café estavam irregulares!Norma Técnica NBR 14865 estabelece padrões mínimos de qualidade para copos plásticos descartáveis.
Segurar pela borda, colocar menos líquido do que o copo comportaria, usar dois copos ou mais duma só vez são artifícios usadospara prevenir acidentes. Que fazer, então? Informar-se junto aoINMETRO,Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT ePROCOM da qualidade dos recipientes plásticos à disposição do mercado consumidor. Evitar beber chá, café ou outras substâncias quentes em copos plásticos de qualidade incertaou suspeita.Evitaraquecerlíquidos em embalagens plásticas, especialmente no micro-ondas econtato combisfenol A e outras toxinas.Consumir alimentação balanceada, rica em produtos naturais (legumes, frutas, grãos integrais e peixes) e com o mínimo possível de produtos industrializados,evitarfumo, praticar atividade física, pilares para uma vida saudável.

Próxima semana continua TÂNIA MARIA LORENZONI, pioneira em Cancerologia no sul de SC9.951

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