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Archimedes Naspolini Filho

Crônica da cidade

18/10/2017

Tribuna Criciumense, precursora do Jornal A Tribuna, fundado em 2 de maio de 1955. Volumes – uma porção – encadernam todas as edições de lá até aqui e tudo está devidamente guardado em nosso Arquivo Público Municipal que recebeu o nome de Pedro Milanez. Esse Arquivo funciona junto à Biblioteca Pública Donatila Borba. Um prolonga o ambiente da outra, e ambos muito mal visitados, pouquíssimas pessoas consultam a bibliografia empratileirada na Biblioteca e, em menor quantidade, ao Arquivo. É provável, também, que poucos saibam da existência dela e dele, razão pela qual vivem às moscas.
Pedro Milanez, técnico em contabilidade, sempre devotou atenção à História de nossa cidade. E foi ele que colecionou Tribuna Criciumense, encadernou e presenteou tais encadernações ao patrimônio do Município. Fez com a Tribuna o que Romeu Lopes de Carvalho fez com o Folha do Povo. Deste nos ocupamos até segunda-feira da corrente semana num trabalho de resgate que começou em abril do ano corrente. Foi um sucesso. Relembrar os fatos ocorridos há 65-66 anos foi realmente muito gratificante. E os depoimentos que continuo colhendo dando conta da importância de tal resgate me remeteram a esta nova empreitada: buscar os principais registros da nossa velha Tribuna que, no mesmo diapasão da Folha do Povo, mereçam ser rememorados.
Folha do Povo viveu apenas dois anos: 1951 e 1952. Aí se abriu uma lacuna que só foi preenchida a partir de 2 de maio de 1955, quando o advogado José Pimentel, de saudosa memória, fez circular a edição primeira do Tribuna Criciumense. E sob o título ROTEIRO Pimentel assinala a razão do nosso semanário: “Vencendo dificuldades de toda ordem, sai hoje à circulação TRIBUNA CRICIUMENSE semanário apolítico e sem quaisquer vinculações econômico-financeiras a grupos e pessoas tendo por único objetivo lutar sem desfalecimentos pela solução de inúmeros problemas inadiáveis que o progresso material de nosso município, tão esquecido, está a exigir sem mais protelações e que tem, e continuam desafiando a paciência e a coragem dos nossos homens públicos e de instituições privadas. Atiramo-nos a esta árdua empresa – cujos óbices os que vivem no interior sabem muito bem avaliar – estimulados por confortadores aplausos dos que reconhecem não poder mais Criciúma continuar sem um jornal, no qual os justos anseios de sua laboriosa população encontrem franca e espontânea guarida e o povo possa, sem constrangimento, debater no terreno superior da crítica, aplaudindo e condenando tudo aquilo que resulte, direta ou indiretamente, em benefício de nossa comuna”. Esse editorial é longo e se estende por outras páginas da edição inaugural do Jornal que traz, na capa, os seguintes valores: Assinatura Ano, Cr$ 90,00; Semestre, Cr$ 50,00; Número avulso Cr$ 2,00.
E eu retornarei amanhã. Até lá, amigos, e um abraço do meu tamanho.
Bibliografia: coletânea Tribuna Criciumense, Arquivo Público Pedro Milanez.
nas­po­li­ni@engeplus.com.br
* Você ouve as Crônicas da Cidade na Rádio Som Maior FM, dia­ria­men­te, às 10h, às 14h30min e às 21h.

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