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Adelor Lessa

Prefeito demite secretário por bilhete

27/02/2019

Interina: Francieli Oliveira   e-mail: politica@atribunanet.com

Um daqueles fatos que irá ficar na história como inacreditável aconteceu, ontem, em Forquilhinha. O prefeito Dimas Kammer (PP) deixou um bilhete demitindo o seu secretário de Governo, José Ricardo Junckes. Os dois estiveram juntos na noite anterior. Mas, o prefeito preferiu deixar o bilhete, já durante a noite, com o procurador do Município, para que fosse entregue ao setor pessoal na manhã seguinte. Foi um ato desrespeitoso com um dos principais secretários da administração. Os gabinetes do prefeito e de Zé Ricardo ficavam próximos. Isso poderia e deveria ter sido feito olho no olho.
A outra baixa recente no governo de Forquilhinha é a de Diego Passarela (PP), secretário de Saúde, que solicitou exoneração na semana passada e que fica no cargo somente até o dia 6 de março. Decisão tomada e sem volta. Ainda tem o fato de que Zé Ricardo é o presidente do PP de Forquilhinha.
Não por acaso, Zé Ricardo e Diego têm proximidade com o grupo do ex-prefeito Lei Alexandre (PP). O fato desta semana vem para deixar evidente que o PP irá rachado para a eleição municipal do ano que vem.
Lei foi prefeito por duas vezes e é um forte candidato dentro de Forquilhinha. Dimas foi seu sucessor. Chegou a dizer, em conversa com Lei, que estaria disposto a não concorrer, porém, essa atitude mostra que está disposto a ir para a reeleição.
O PP deve se reunir nos próximos dias para tratar do assunto.

Caso semelhante

Não foram poucos os que lembraram do caso de cassação do prefeito de Criciúma Décio Góes (PT), lá em 2004, em comparação com a trapalhada do ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, ao sugerir que o slogan da campanha de Jair Bolsonaro (PSL), “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, fosse lido na volta às aulas. Décio perdeu o cargo ao qual se reelegeu por usar a palavra feliz na sua campanha. Seus adversários e a Justiça Eleitoral entenderam que relacionava à Festa das Etnias, promovida pelo Governo Municipal. Ainda sobre o caso do ministro, o problema não está em cantar o Hino Nacional. Não há nenhum problema. Agora, slogan de campanha tem que ficar na campanha. A eleição já acabou. O ministro fez bem e voltou atrás.
 


 

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