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Adelor Lessa

José Augusto foi o fenômeno eleitoral de Criciúma no final da ditadura

23/03/2019

Colaboração: Denis Luciano   e-mail: politica@atribunanet.com

A sexta-feira estava indo para o horário de fim de expediente, estava chovendo, e o meu sobrinho/afilhado capotou o carro na BR-101, perto na entrada para a Via Rápida. A notícia chega como uma bomba, principalmente porque não se tem noção exata da gravidade. Mas é em momentos assim que aflora o espírito solidário das pessoas.
Rapidamente, os motoristas pararam, um deles cruzou o caminhão na rodovia, e os outros foram ajudar.
A partir daí, a segunda boa constatação. O Hospital São Donato.
Atendimento perfeito, exames necessários foram realizados até ficar descartada qualquer fratura ou ferimento mais sério. Ufa.
Enquanto isso, acontecia em Criciúma, no salão de atos do Interclass, o lançamento do “filme” sobre o governo de José Augusto Hülse, produzido pelo jornalista Nei Manique.
Não fosse o acidente, eu estaria lá. Fazia questão disso. Porque acompanhei de perto o governo histórico e mudancista de José Hülse. Um fenômeno eleitoral dos tempos da reta final da ditadura militar.
Zé era de família tradicional, morador do Centro da cidade, primo de Ruy Hülse, da Arena (que havia sido prefeito pouco mais de dez anos antes) e sobrinho de Heriberto Hülse.
Hülse era família udenista/arenista. Zé foi candidato a vice-prefeito de Murilo Canto em 1976 pelo MDB. Perderam para Altair Guidi.
Eleito, Altair levou Zé Hülse para ser o “engenheiro chefe” da Prefeitura. Queria fazê-lo candidato à sua sucessão. Mas não conseguiu.
Em 1982, Zé foi lançado a prefeito pelo PMDB, em sublegenda. Não era o preferencial dos filiados do PMDB, que estava fechado com o vereador Lírio Rosso, vereador e presidente do partido.
Além disso, Zé tinha pela frente a máquina do governo consagrador de Altair Guidi, a máquina do Governo do Estado e candidatos/adversários de respeitável poder eleitoral, com os deputados Nereu Guidi e Eno Steiner, o ex-prefeito e deputado Manique Barreto e o presidente da ACICc na época, Domerval Zanatta.
E o Zé Augusto venceu a eleição.
Ao assumir, levou para o Paço o time mais eclético que se viu. Da direita de Roseval Alves aos comunistas de Jorge Feliciano.
Ele era um cidadão conservador, mas um democrata acima de tudo. Que garantia espaço para todos, e para todas as ideias, desde que tivessem o objetivo de atender o interesse coletivo.
O seu governo foi marcado pela “inauguração” da saúde nos bairros. Foi ele quem começou a construir postos de saúde nas comunidades.
Foi ele quem fez o primeiro programa “saúde da família” no país.
Nei Manique fez muito bem ao registrar o que foi o governo de José Hülse e a sua importância histórica para a cidade. Porque, daqui a pouco, quem testemunhou não lembra mais, e os outros nunca ouviram falar.
E o Zé merecia estar na homenagem e ato de reconhecimento pelo governo que fez.
Palmas aos dois, Nei e Zé. Eles merecem.

Os canos

Vereadores de Cocal do Sul estão questionando investimento feito pela prefeitura de quase R$ 500 mil para compra de canos, que estão agora estocados.
Dois vereadores da oposição entendem que não tem demanda para tantos canos.


 

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