Ir para o Conteúdo da página Ir para o Menu da página

Adelor Lessa

Governador Moisés: "Se municipalizar, Criciúma terá que comprar água da Casan”

10/04/2019

Colaboração: Francieli Oliveira   e-mail: politica@atribunanet.com

Como único jornalista de Criciúma e região convidado para a coletiva de 100 dias do governo de Carlos Moisés, acabei puxando pelas pautas locais. Contrato com a Casan, Hospital São José e os outros filantrópicos, anel viário, Rodovia Jorge Lacerda.
O governador Moisés, PSL, mostrou-se mais à vontade do que em outras entrevistas, inteirado de todas as áreas, e principalmente bem informado.
Principal informação foi em relação à intenção anunciada do prefeito Clésio Salvaro, PSDB, de anular (ou rescindir) o contrato com a Casan, porque entende que está ilegal.
Moisés repetiu apelo para Criciúma continuar no sistema, disse que a Casan tem investimentos a fazer na cidade e deixou claro que está preparado para fazer o contraponto.
Uma das teses do governador é que a Barragem do Rio São Bento, de onde vem a água para Criciúma e região, é da Casan. A Prefeitura (ou o Samae) terá que comprar água da Casan para abastecer a cidade se for rompido o contrato.
Aí está uma questão crucial.
Criciúma não tem água. Se a barragem ficar com a Casan, vai ficar mais difícil viabilizar a operação para municipalização do sistema (via Samae). Inclusive por preço. A Casan não vai cobrar mais barato.
A não ser que Criciúma vá buscar água das lagoas de Balneário Rincão. Mas seria uma operação delicada, cara, e demorada.
No corpo técnico da Casan, o entendimento é que o prefeito Salvaro não conseguirá romper o contrato, mas, se conseguir, não deverá levar a barragem, nem a estação de tratamento.
Enquanto isso, o prefeito Salvaro se mostra a cada dia mais seguro do rompimento. Não admite recuo.
Só vai seguir o rito firmado pelos advogados que o assessoram.
A previsão que, até o final de abril, a Casan será notificada do “divórcio".

O que disse

Governador Carlos Moisés sobre a Casan na região:
“A água nossa lá quem entrega é a Casan, na região não tem água própria, os municípios dependem da água que a Casan fornece”.

Últimas de Adelor Lessa

Veja mais