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Adelor Lessa

É preciso discutir uma alternativa para a serra

02/03/2019

Interina: Francieli Oliveira   e-mail: politica@atribunanet.com

A Serra do Rio do Rastro é uma rodovia diferenciada e merece atenção diferenciada, isso sem contar as ações emergenciais que precisam ser realizadas. Do outro lado está o Governo do Estado sem recursos financeiros para isso. A máquina pública está pesada, não tem caixa para fazer o que é necessário. Ações podem estar sendo tomadas nesse sentido, mas os reflexos não são imediatos.
Posto tudo isso, é preciso abrir discussões, buscar soluções. E aí entraria a possibilidade de uma praça de pedágio a exemplo do que já acontece na Serra gaúcha. Não quer dizer que essa é a solução, mas é preciso discutir. O que deve ser colocado em debate é o que é melhor para a região, não ter o pedágio e depender dos escassos recursos públicos ou pedagiar e ter uma empresa responsável pela iluminação, manutenção e obras que precisam ser realizadas antes que um acidente mais grave ocorra.
Por enquanto, não há nenhuma sinalização nesse sentido. No passado, no governo de Raimundo Colombo (PSD), se chegou a realizar estudos para praças de pedágios em rodovias estaduais, mas não foi para frente e nem chegou a ser colocado em discussão pública quais rodovias seriam as escolhidas.
Mais um ponto a se lembrar é que a Serra do Rio do Rastro não é só um dos principais atrativos turísticos de Santa Catarina, mas também importante rota de escoação de produção e principal ligação do Sul com a região serrana e o Oeste catarinense.

PSD muda direção, mas sem intervenção

O ex-governador Raimundo Colombo emitiu uma declaração, nessa sexta-feira, dizendo que desconhece qualquer encaminhamento para intervenção nacional no PSD catarinense e, ao seu estilo, que as questões têm que ser tratadas de forma democrática. O que está encaminhado é que irá trocar a direção, mas não será por intervenção e isso deve acontecer em 15 de junho quando termina o atual mandato. Raimundo Colombo, que assumiu recentemente o Instituto de Estudos do PSD nacional, deve ser o novo presidente. Direção nacional do partido já fez as avaliações e concluiu que perderam espaço no estado depois da eleição de outubro. Antes tinham, por exemplo, o Governo do Estado por dois mandatos. A conclusão de que houve um erro de estratégia na condução do processo é que levou a direção nacional a mudar o comando em Santa Catarina, mas vai esperar até o fim do mandato da atual Executiva para fazer isso. Gelson Merisio é quem preside o PSD catarinense no momento.
A nova executiva terá a missão de reestruturar o partido, aparar as arestas internas e se fortalecer para a eleição municipal do ano que vem.
O deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa, Julio Garcia, foi quem teve melhor desempenho dentro do PSD na eleição do ano passado. Ele disputou a eleição rompido pessoal e politicamente com Gelson Merisio, fez toda a campanha sem recurso partidário, não participou de nenhum programa eleitoral de TV e rádio. E nesse processo sinaliza sintonia com Colombo para a reestruturação do partido.
 

 

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