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Adelor Lessa

Salvaro atropela acordo do juiz na pior semana do mandato

24/06/2017

E ra previsto que o projeto de lei do prefeito Clésio Salvaro que consolidou o acordo no dissídio dos servidores municipais fosse aprovado por unani-midade.
Simplesmente porque o prefeito tem comando absoluto do plenário da câmara.
Não mudou nada o fato de o projeto ter atropelado o acordo intermediado pelo juiz Pedro Aujor, que encerrou a greve dos servidores no primeiro dia.
De forma unilateral, o Paço excluiu alguns pontos do acordo.
Não adiantou discussão entre sindicato e comissão da prefeitura, nem a intermediação dos verea-dores com o prefeito.
Na reunião, o prefeito foi muito claro: "se tiver emenda aprovada para mudar o projeto, será vetada".
A relação do prefeito com o sindicato dos servidores nunca foi tranquila.
Mas chama a atenção que aquela negociação tenha sido coordenada e avalizada por um juiz de direito da comarca, com a presença do prefeito, que concordou com o que foi acertado e assinou o acordo.
Se era necessário mudar, que fosse recomposta a mesa de negociação, sob comando do juiz.
Mas até o juiz ficou sabendo que acordo foi mutilado quando o projeto já estava na câmara para ser votado.
De novo, faltou jeito no fazer!
Mais ou menos como no caso do imóvel da Betha, onde está instalada provisoriamente a prefeitura.
A propósito, Salvaro não tem sido o político habilidoso e articulado que sempre foi.
Só nessa semana teve três casos polêmicos marcados pela falta de habilidade: as três crianças "sem teto", o decreto que "congelou" o imóvel da Betha e este caso do dissídio. De longe, foi a pior semana do governo.

Canal fechado

A postura do Paço no caso do dissídio dos servidores foi definida pelo prefeito Salvaro.
Pode ser um indicativo de que estão obstruídos os canais de comunicação do Paço com o juiz Pedro Aujor.

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