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Adelor Lessa

Os acessos envergonham o criciumense e afugentam pessoas

19/08/2017

Aconteceu nessa sexta-feira à tarde. Um empresário de Criciúma recebeu um cliente, diretor de um grande grupo nacional. Veio de Porto Alegre, de carro, pela BR-101.
Aberta a reunião, o primeiro ponto da pauta foi o protesto do cliente.
De cara, resumiu: "Nossa, que entrada feia, a cidade é bonita, mas a entrada é muito feia, abandonada". Ele "entrou" pelo acesso sul, Verdinho.
O empresário criciumense não teve nem como tentar remediar. Mas pensou: "na volta, vou levá-lo ao aeroporto de Jaguaruna, outro caminho, imagino que ele vai ficar com outra impressão da cidade".
Depois da reunião, foram então para o aeroporto. Mas, na saída de Criciúma para Içara, tudo engarrafado na SC-445. E na rodovia, buracos de todos os tipos e tamanhos.
O cliente-visitante, depois de meia hora, disparou: "está aí um lugar onde eu nunca viria morar e onde nunca colocaríamos uma unidade da nossa empresa. Que lugarzinho ruim para entrar e sair".
Ele é o CEO de um grande grupo nacional. Levou a pior impressão possível da cidade. Certamente onde estiver, quando for citado o nome de Criciúma, ele vai lembrar deste dia. Não vai estimular ninguém a instalar empresas por aqui.
Os acessos de uma cidade são o "cartão de apresentação". No caso, temos o pior possível!
É inadmissível que a maior cidade do Sul, polo entre Florianópolis e Porto Alegre, ofereça aos seus visitantes (e clientes) acessos que são piores que "estrada de chão".
A iniciativa privada de Criciúma é moderna, ousada, criativa, competente. Coloca os seus produtos pelo país e o mundo afora. Mas o setor público não tem o mesmo pique.
A via rápida vem aí. Ok. Será uma entrada decente para Criciúma. À altura da cidade. Mas não será entrada única. É preciso garantir pelo menos manutenção básica nos outros acessos.

Os "privados"

Os problemas de logística incomodam, atrapalham, mas não desanimam os empresários da cidade. Nem a crise. Eles continuam avançando, investindo, crescendo. No dia 28, será inaugurado o Metropolitan Business Center, um empreendimento enorme, concepção arquitetônica moderna, o novo cartão-postal da cidade. Investimento de R$  60 milhões, recursos dos empreendedores. Faz pouco tempo, foi inaugurado o AM Master Hall, investimento de R$ 40 milhões, recursos do empreendedor. Um pouco antes, o Nações Shopping foi inaugurado, investimento de mais de R$ 250 milhões. Mas as obras no entorno do Nações, para facilitar a mobilidade, compromisso do poder público, investimento em torno de R$ 4 milhões, deveriam estar prontas junto do shopping. Faz dois anos que ele foi inagurado, está operando, e as obras seguem. De outro lado, para fazer a Via rápida, investimento em torno de R$ 80 milhões, o poder público vai demorar dez anos, se contar o tempo desde o lançamento da obra.

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