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Adelor Lessa

Por que é tão difícil dialogar?

16/02/2019

Interina: Francieli Oliveira   e-mail: politica@atribunanet.com

Prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, três deputados estaduais, presidentes de cooperativas, lideranças empresariais da AMREC e AMESC reunidos numa sala do Paço Municipal Marcos Rovaris. Poderia se imaginar que o assunto é uma grande obra para a região, a busca pelo desenvolvimento econômico. Mas não foi bem assim. Eles tentavam contato com o Governo do Estado para tentar reverter a informação de que Tubarão sediará a macrorregional da Celesc. O motivo é muito simples e óbvio: Criciúma é a cidade polo da região, tem o maior faturamento para a Celesc e o maior desenvolvimento econômico. Não há razões para a escolha ser Tubarão a não ser a ligação do governador Carlos Moisés (PSL) com a cidade.
O prefeito de Içara, Murialdo Gastaldon (MDB), definiu bem, disse que tudo o que está acontecendo beira o ridículo.
Outro fato preocupante. Mesmo com essa representatividade, o grupo não conseguiu contato com o presidente da Celesc, Cleicio Poleto Martins, e nem com a equipe do governador. Foram 50 ligações, mais de hora de tentativa e nada. Na Celesc, iam passando de um para outro até que um funcionário de carreira atendeu. Não é assim que funciona. O contato teria que ser recebido pelo presidente. Ele não esnobou os prefeitos, os deputados que ali estavam, mas a região. Dizem nos bastidores que ele não estaria disposto a dialogar com políticos. Mas como assim? Está à frente de uma empresa pública e aqueles políticos que lhe procuram foram eleitos pelo povo.
O contato com o Governo do Estado veio algum tempo depois. Foi feito pelo secretário da Casa Civil, Douglas Borba. Até o fim da noite se esperou um  contato do governador ou do presidente da Celesc e nada.
Sem reunião marcada, a decisão é que uma comitiva irá a Florianópolis e irá bater na porta da Celesc. O fato é urgente. A reestruturação da Celesc com a criação das macrorregionais será decidida em reunião na segunda-feira. Não há tempo a perder.

Representativa

Para ter uma ideia da representação que ficou tentando contato com o Governo do Estado, estavam presentes, além do prefeito de Criciúma Clésio Salvaro (PSDB), o vice-prefeito de Criciúma, Ricardo Fabris (PSD), deputados estaduais Luiz Fernando Vampiro (MDB), José Milton Scheffer (PP) e Rodrigo Minotto (PDT), prefeito de Siderópolis e presidente da AMREC, Helio Cesa Alemão (MDB), prefeito de Maracajá e presidente da AMESC, Arlindo Rocha (PSDB), prefeito de Forquilhinha, Dimas Kammer (PP), prefeito de Içara, Murialdo Gastaldon (MDB), prefeito de Treviso, Jaimir Comin (PP), prefeito de Balneário Rincão, Jairo Custódio (MDB), vice-prefeito de Morro da Fumaça, Eduardo Sartor Guollo (PP), vice-prefeito de Forquilhinha, Félix Hobold (PT), secretário-executivo da AMREC, Acélio Casagrande, vereadores de Criciúma e Içara, presidente da Associação Empresarial de Criciúma (Acic), Moacir Dagostin, representantes de cooperativas de distribuição de energia elétrica, entre outras lideranças como representantes dos deputados Jessé Lopes (PSL) e Geovania de Sá (PSDB).

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