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Charles Cargnin

terça | 15/05/2012

Política

Destino de Lodetti

O futuro partidário de Arlando Lodetti Júnior é incerto. Ele responde a processo de expulsão no Conselho de Ética do PP acusado de ter se aproximado do PMDB de Gentil da Luz ao qual os progressistas fazem oposição em Içara. Embora Lodetti afirme que não vai se entregar tão fácil, indo até as últimas instâncias para permanecer nas fileiras progressistas, outras siglas já o assediaram para um aconchego futuro. Entre elas, estão PDT, PTB, PMDB e PSDB. "Mas isso tudo é muito prematuro. Não há nada conclusivo com nenhum partido", disse. A informação surgida ontem é de uma recente conversa com líderes pedetistas. Ele nega. Afirma que realmente houve diálogos, contudo apenas informais. Com o partido, ele conversou com o coordenador regional Rodrigo Minotto na semana passada, após uma entrevista de rádio em que estiveram juntos e, mais recentemente, com o presidente municipal da sigla, Zé Pizzetti. Mas reforça que todos os diálogos foram informais. O fato é que as incertezas acerca do futuro de Lodetti causam imensa expectativa no município. Ele sempre foi reconhecido pelo conhecimento eleitoral que tem em Içara. A capacidade de coordenação de campanha que desenvolveu no PP sempre lhe empregou admiração. Agora, porém, resta saber se ele vai conseguir manter a mesma ingerência e influência sobre lideranças de outros partidos na hipótese de uma migração. Criando a hipótese de filiação ao PMDB, vale perguntar se a base peemedebista vai destinar o mesmo respeito e subordinação que a base progressista empenhou a Lodetti durante todos esses anos. Qual o alcance de sua liderança em outro partido? Independentemente dessas questionamentos, Lodetti diz que não irá se entregar tão fácil. "Se eu sair, será pela porta da frente e não por causa das pessoas do PP", desafiou.

Réplica

Lodetti atacou o trabalho do Conselho de Ética do PP. Segundo ele, há erros. Entre eles, o fato de ser o próprio conselho o responsável pela denúncia, ou seja, o acusador é o próprio julgador. Afora isso, acrescentou que o processo de expulsão foi malfeito, contendo erros que comprometem sua eficácia. Outra interpretação de Lodetti se concentra na ausência de isenção do conselho. Ele afirma que outras lideranças trabalharam para outros candidatos e sequer foram interpeladas pelo comando da sigla por conta disso. Entre outros, ele citou como exemplos Valmor Rosso, que trabalhou para Jorge Boeira (PT), e Heitor Valvassori, que, segundo ele, ajudou Paulinho Bornhausen (PSD). "Eles podem e eu não?", indagou. "O partido acha que eu sou um bagaço. Ele chupou o suco e agora quer jogar fora", completou.

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