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Beth João

PURPURINA

22/07/2016

Cheguei aos 61. Poderia passar dias escrevendo como é ter 61 anos.
Aos 61, estamos cansados de saber qual é nosso estilo, saber das certezas, saber as prioridades e poucas coisas nos surpreendem. Já disse tudo o que penso, hoje penso um pouquinho mais no que digo. Com o tempo, aprendi que a gente não deixa de se enamorar quando envelhece, e sim que envelhece mais quem não se enamora.
Já fiz muita coisa por impulso, já me decepcionei com pessoas que jamais pensei em me decepcionar, mas acho que também já decepcionei alguém. Ainda choro vendo fotos. E já pensei que ia morrer de saudades. Já perdoei erros quase imperdoáveis. Aprendi que só o tempo esclarece dúvidas e traz a verdade. Aprendi que nada é fácil, mas que nada é impossível. Aprendi que a garganta entope quando não se consegue comunicar as aflições. Tive muitas desilusões, porém perderam a importância com o passar do tempo. Talvez com o passar do tempo tenha perdido algumas amizades, mas hoje tenho certeza que as verdadeiras continuam... Algumas vezes fico triste por não poder acompanhar o ritmo acelerado da vida, entretanto, que se dane, faço a vida acompanhar os meus passos, e meus compassos. Talvez eu ainda não tenha aprendido todas as lições, mas com certeza aprendi muitas lições valiosas que estão gravadas em minha alma.
Que venham mais alguns anos, pois ainda tenho muitas coisas para fazer... Tim-tim

Vaninho e Lurdinha Faraco deram um tempo no Morro dos Conventos e foram curtir seu apê na capital gaúcha.

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