Ir para o Conteúdo da página Ir para o Menu da página

Adelor Lessa

Médicos queriam parar tudo. Direção decidiu manter a emergência

19/12/2014

Mais do que o comando da Saúde Pública do Estado, o governador Raimundo Colombo colocou ontem nas mãos do de-putado eleito João Paulo Kleinübing a gestão da mais grave crise no setor. É também o maior problema do futuro Governo.
Na mesma hora em que Kleinübing acertava ontem alguns detalhes para comandar a secretaria, como a escolha do adjunto, médico Murilo Capela, os médicos e diretores do Hospital São José apresentavam um quadro assustador da situação. Os médicos pressionaram a direção do hospital por paralisação total dos serviços.
Acabaram cedendo aos argumentos da direção para manter os serviços de urgência e emergência, mas agendaram para fevereiro a paralisação total se não haver uma mudança radical no quadro. Os médicos também não aceitam o novo contrato de prestação de serviços que o Governo está exigindo.
O São José é o hospital com maior número de atendimentos em Santa Catarina. Mas não é o que recebe mais verbas. Acélio Casagrande anunciou repasse de R$ 4 milhões para aliviar a situação. Mas isso é como uma gota no oceano. Só a folha dos 1.070 funcionários passa dos R$ 3 milhões. Sem contar os honorários dos médicos.
O hospital foi a banco, e teve que ir de novo, e outra vez. Agora, além das dívidas que acumulam, tem mais os juros, que estrangulam suas finanças. E o pior: a situação do São José pode até ser a pior, mas a dos outros de Santa Catarina não é muito diferente.

Pode ser pior

Como paciência tem limite, um dia as freiras podem decidir parar de "so-frer".Quando isso acontecer, os gestores públicos vão ter que gastar muito mais que o "calote" que hoje estão dando no São José.

Últimas de Adelor Lessa

Veja mais