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Adelor Lessa

sábado | 04/02/2012

Política

PSD e PSB são "embretados" pela polarização antecipada entre Salvaro e Romanna

Vai ser a eleição de Criciúma com o quadro final definido com maior antecedência na última década, pelo menos. Mal entrou fevereiro e já está consolidado que a disputa final será entre o prefeito Clésio Salvaro, candidato à reeleição, e a deputada Romanna Remor, pela oposição. Os partidos e líderes políticos vão se posicionando em torno e a partir desta disputa.
Na prática, os dois polarizam a política na cidade desde as suas posses, em 2009. Clésio na Prefeitura, Romanna na Câmara.
Alguns políticos até tentaram articular uma terceira via, tentando fugir da disputa Clésio-Romanna, mas não tiveram espaço. O jogo acabou se consolidando entre um lado e outro.
Uma terceira via que dividisse a oposição ajudaria o prefeito. Se fosse pelo outro lado, e dividisse a base do prefeito, ajudaria a oposição. Por isso, não deu liga!
A situação do PSD e do PSB tem tudo a ver com isso. Por questões locais, e algumas pessoais, PSD e PSB de Criciúma não querem estar "sob o mesmo tempo" com Romanna, PMDB e PT. Querem estar com Salvaro.
Mas os dois partidos têm o comando do governador Raimundo Colombo, que não quer saber de aproximação com Salvaro. Quer enfrentá-lo e derrotá-lo nas urnas.
O governador não vai "determinar" que PSD e PSB apoiem Romanna. Nem é do seu estilo. Mas ele deverá "convencer" os líderes e dirigentes dos partidos a "acompanhá-lo". Fará "apelos". E, por mais difícil que seja para digerir, os "companheiros" de Criciúma deverão atendê-lo.
Mas, considerando a situação de hoje, é possível que os partidos rumem para um lado e os "times" para o outro. Ou, a cabeça de um lado, e o corpo de outro. Nos dois casos.
Vai depender de como os dois lados, Salvaro e Romanna, vão, a partir de agora, "cativar" quem está no PSD e PSB.

Bloco

Anderlei Antonelli, ex-prefeito, presidente do PSB de Criciúma, que tentou muito organizar uma "terceira via", trabalha agora na consolidação de um "bloco". Em princípio, com PSB, PSD, PPS, PR e PDT.
Hoje, Antonelli reúne os dirigentes e principais destes partidos na sua casa de praia. A tese que vai defender é que, jogando juntos, eles vão ter maior força nas negociações.

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