Ir para o Conteúdo da página Ir para o Menu da página

Adelor Lessa

Governador garante que não haverá atraso nos salários

30/04/2016

O  governador Raimundo Colombo sustenta que a crise vai passar, mas não arrisca dizer quando. Prevê momentos difíceis pela frente, principalmente entre maio e outubro. Teremos mais queda de receita pelo desaquecimento da atividade econômica e a incerteza sobre o processo político. Mas garante: "Não vamos atrasar salários dos servidores; pelo menos em 2016".
Ontem, com um grupo de dez jornalistas do estado (foto), o governador apresentou números para mostrar que essa é a maior crise de toda a história do país. Desde 1930.
A ação ajuizada contra a União para rever valores e juros cobrados da dívida dos Estados acabou dando um fôlego. Foi uma iniciativa de Santa Catarina.
Só nesses meses em que o julgamento no Supremo estiver suspenso, Santa Catarina vai deixar de pagar à União R$ 270 milhões (são R$ 90 milhões por mês). O dinheiro ficará no caixa e será usado.
Na próxima semana, por exemplo, parte desse montante já será usado para cobrir "buracos" nas contas da saúde do Estado.
O lado "bom" é que Santa Catarina se preparou para a crise. Por isso, é um dos Estados em melhor situação financeira.
Dos 27 Estados, é o quarto com menor volume de despesas de custeio. Condição alcançada com políticas importantes.  
Impôs um "teto" na folha dos servidores, que não passa de 46,5% da receita.
O próprio Colombo comanda pessoalmente uma operação permanente de controle e corte de despesas com custeio. Ele controla as planilhas todos os dias. Tem os números de tudo.
Além disso, fez a reforma da previdência.
De outro lado, é um dos poucos Estados que não aumentou impostos (21 aumentaram).
É uma forma de não transferir os efeitos da crise para a sociedade, permitindo que a economia do estado continue a gerar emprego e renda.
Em 2014, Santa Catarina foi o estado que mais gerou empregos e, em 2015, foi o que teve menor desemprego.
Trata-se de uma "obra" importante para o Estado, que diminui os efeitos da crise para o cidadão.
É um novo jeito de fazer política que vai além do tradicional e corriqueiro, com um tratamento mais "gestor" na administração pública.

Colapso

Colombo projeta:"Se não for feita a renegociação dos valores cobrados pela União na dívida dos Estados, vai ser um colapso total".

Últimas de Adelor Lessa

Veja mais