Ir para o Conteúdo da página Ir para o Menu da página

Adelor Lessa

Depois da Tragédia

04/05/2015

O "caso Mirella" precisa marcar início de nova fase em Criciúma

T enho ouvido que o "caso Mirella" teve a repercussão que teve porque se trata de uma médica. Não concordo. Teve porque a família abriu a boca e mostrou capacidade de mobilização.
Muito disso se deve ao tio de Mirella, Nilson Olivo, que normalmente faz acontecer, não se cala, se mexe, faz movimentos, envolve as pessoas. É do seu estilo. É sua prática. É assim, por exemplo, que ele faz um grande evento todos os anos pelo Bairro da Juventude.
Com o assassinato de Mirella, ele foi para a frente da delegacia, gritou, foi para as rádios, abriu a boca, enfrentou e atacou políticos, liderou a manifestação de sábado.
Nilson fez a conexão deste crime com o crescimento vertiginoso da violência na cidade, a falta de investimento público na segurança e as promessas feitas e não cumpridas pelo Governo do Estado.
No sábado, cobrou duro do governador Raimundo Colombo e denunciou o secretário de Estado Acélio Casagrande, que o teria "peitado" na porta da Igreja pelos ataques ao Governo. Mas não se curvou. Disse que foi "pra cima dele".
Não há exagero nenhum nas manifestações de indignação pela morte de Mirella.
O que foi feito já poderia ter sido feito muito antes se tivéssemos mais alguns "Nilsons". Criciúma já teria feito este grito de "basta - chega de conversa fiada"!
Criciúma está desassistida e desprotegida!
Os políticos locais estão derrotados. Todos. Porque não conseguem fazer mudar esta situação!
E não adianta fazer reunião apenas, emitir nota de desabafo, fazer cobranças, anunciar números e problemas. Tem que mostrar serviço, resultado!
O "caso Mirella" pode ser o início de uma nova fase. Precisa ser.
Ou então, que as manifestações de sábado se repitam mais e mais vezes. Que o Nilson Olivo siga em frente e que outros se apresentem para a missão.

Na missa

O padre Antônio Júnior colocou a camiseta da mobilização por causa do assassinato de Mirella no altar durante a missa de sexta-feira, na Catedral São José.

Últimas de Adelor Lessa

Veja mais