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Adelor Lessa

Movimento que parou Criciúma não precisava invadir comércio

29/04/2017

C omo saber se o lojista que teve sua loja invadida no Centro, as caixas de sapatos jogadas ao chão e os moveis derrubados não era também contra o governo Temer?
Será que ele não era solidário ao movimento?
Ninguém perguntou. Simplesmente entraram ponta adentro, depredando e ameaçando. Tinha crianças dentro da loja.
Ou, então, ele não pode ser contra o movimento e a favor das reformas?
E sendo contra ou a favor, por que ele não poderia manter a loja aberta, quieto, sem fazer qualquer menção ao movimento que passava na frente?
Era  último dia do mês. Alguém vai ajudá-lo a pagar as contas?
Movimento nenhum deve se firmar por práticas desse tipo. Na marra. Na ameaça. Na agressão.
Movimento que precisar disso está furado, não tem legitimidade.
Que não era o caso.
O protesto em Criciúma contra as reformas e contra o governo Temer foi um sucesso. Muito expressivo, mostrou-se bem organizado e cumpriu o seu objetivo.
Parou a cidade pelo transporte coletivo. O transtorno foi geral. Depois, parou a BR-101.
E pipocaram paralisações em outros pontos, como escolas, postos de saúde e outras instâncias da gestão pública.
Foi mais um dia para a história do movimento sindical de Criciúma.
Não precisava invadir loja. Totalmente desnecessário.
É preciso entender que os tempos mudaram também para isso. Algumas práticas, marcadas pela truculência, precisam ser abolidas. Pelo bem do movimento sindical. Para ganhar mais credibilidade e respeito.
E para que um movimento forte e vencedor como aquele não acabe tendo os comentários divididos por invasão e agressão de lojas.

De mudança

Dois vereadores de Criciúma devem trocar de partido nos próximos dias. Um deles está com negociações mais adiantadas. Migração será mais rápida. O outro é "conversa" nova. Mas também deve bater o martelo até junho.

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