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Beto Colombo

sexta | 16/12/2011

Diga o que você fez

Querido leitor, que você esteja bem. Quando somos gestores de uma organização, as palavras bonitas, as teorias muitas vezes não aplicadas, os grandes discursos cheios de gráficos de tendências, nada disso vale se não estiver comprovado com resultados.
João Batista, aquele de quem Herodes, mais tarde, mandou decepar a cabeça, enviou alguns de seus amigos até Jesus para lhe fazer a seguinte pergunta: "És tu aquele que estava para vir, ou devemos esperar outro?" (Lucas 7:20), ou seja, és tu o Filho de Deus ou não?
Jesus poderia ter respondido: "Sim, sou eu o Filho de Deus", e, com essas palavras, ter dado exatamente a informação solicitada. Porém, em vez disso, ele respondeu: "Ide e anuncie a João o que vistes e ouvistes: os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados..." (Lucas 7:22). Jesus simplesmente deixou que seus atos falassem por ele. Eu não sou somente o que falo ou penso, eu sou principalmente o que eu faço.
Recebemos na empresa currículos de candidatos a uma vaga que, na realidade, não dizem nada, a não ser seu histórico escolar e o nome das empresas anteriores em que trabalharam. E as ações que deram resultados não são descritas.
Na nossa vida profissional, haverá momentos em que nossas credenciais e experiência serão questionadas. Quando isso acontecer, que tal mencionar os resultados que obteve? Quem sabe, dizer o que você fez, não o que você pensa a seu respeito.
Para mim, é importante deixar que nossas ações falem por nós, pois, no final, o que realmente importa para uma organização é o nosso desempenho.
É assim como o mundo me parece hoje. E você, o que pensa sobre suas ações?